O relatório da qualidade de serviço da ERSE aponta a facturação como o principal motivo de insatisfação dos consumidores.
As empresas do universo Galp estão no topo das reclamações apresentadas pelos consumidores de gás natural, sendo a facturação o principal alvo das queixas.
O relatório sobre a qualidade de serviço do sector para o ano de 2008-2009, divulgado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), não deixa margens para dúvidas.
"As empresas do grupo Galp denotam valores relativamente elevados de reclamações apresentadas face ao número de clientes, inclusive para empresas como a Beiragás e a Duriensegás", pode ler-se no documento.
A primeira distribuidora, que actua na região de Viseu, Guarda e Castelo Branco, tem pouco mais de 38.300 clientes. Já a Duriensegás conta com 20 mil consumidores.
"Na generalidade das empresas o assunto mais reclamado foi a facturação, motivada pela alteração da estrutura tarifária que ocorreu em Julho de 2008", sublinha a ERSE, esclarecendo que, seja qual for a o objecto de reclamação, a resposta tem que ser dada num prazo máximo de 20 dias. Se tal não se verificar, o cliente tem que ser compensado no valor de 20 euros.
As interrupções no fornecimento de gás foram outro dos itens analisados pelo regulador.
Fonte
E (não) sai um Metro da cartola...
Há 1 mês

4 comentários:
Estes contratos celebrados em massa com natureza formulária e redigidos à luz das Cláusulas Contratuais Gerais acarretam sempre problemas como estes.
A EDP também costuma carregar na facturinha com uma taxa ridícula.
É o tráfego negocial de massas! Os bens essenciais que estas empresas, quase sempre, transaccionam são alvo de pouca protecção para o particular. Quase sempre uma luta de David vs Golias.
Mais ridículo ainda é quererem "Obrigar" a malta a aderir ao gás natural e merdas assim...
TR
O pior é que em muitas zonas ninguém é obrigado a consumir o gás Natural e no entanto...
Engraçados são os argumentos do tipo: "Finalmente estamos livres!"
Não me parece que assinar contrato com uma empresa que detém o monopólio sobre um determinado produto, se enquadre no termo liberdade. Mesmo que a tão falada "liberalização de mercado" aconteça, duvido que se traduza em benefício genuíno para o consumidor. Este tão eperado acontecimento pode ser uma faca de dois gumes.
A distribuidora tendo que pagar taxas à Galp, pelo usufruto da rede, reverterá em agravamento para o preço final. Isto fará com que o precinho do gás Natural - tão atrativo e aliciante - possa deixar de sê-lo. Quando isto acontecer, obviamente a Galp não deixará de alterar o actual preço para aumentar os lucros. Não são necessários muitos argumentos, basta olhar agora para as bombas de combustível da Galp.
Para o consumidor? Mesmo que este possa escolher o distribuidor que lhe apetecer, arcará com o agravamento do preço de tudo o que houver para acrescentar ao gás Natural. Impostos que até hoje não foram pagos pela Galp (taxa autárquica), oportunamente a actualização do IVA (o leão no dorme no ponto) e sabe-se lá mais o quê!!!
Ui..., ai... Afinal aconteceu!
Não tem nada a ver com a morte do Bin, mas aconteceu mesmo.
O IVA do GN, a partir de Outubro, vai lá para o topo. Pois, bem já me tinham dito. Eu é que não quiz acreditar.
Tooooooma...
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